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O primeiro show, a gente nunca esquece!

June 22, 2017

O clima político (PDS-PMDB-PT-PC do B) era tenso na cidade. Os músicos não se falavam, cada um reivindicando para si a música genuína do Acre. Incomodado com isso, fui um a um pedir, com o pires na mão, que interpretassem uma música minha (muitas em parceria com o poeta Edson Alexandre) no meu primeiro espetáculo. Aceitaram! Milagrosamente, estavam todos no camarim, na avant-première, num clima leve e amigo. Era a arte dando lições à política partidária e superando ressentimentos de grupos rivais. Eu, uma pilha, sem saber o que resultaria naquela noite, administrando os climas. Mas, como dizem os taxistas cariocas, no final deu tudo certo! No entanto, pelo que observo, nunca mais isso aconteceu em Rio Branco! Opus Alchymicum (1990) congregou no mesmo palco artistas com visões de mundo e posições políticas diferentes. E no entanto, estávamos todos lá, em verdadeiro trabalho de alquimia! Lembro que Beko Nogueira, antes de cantar, disse "Piu piu pra todo mundo", fazendo referência ao candidato Edmundo Pinto, para a ira dos oposicionistas. A turma aceitou a provocação e não arredou pé do Cine-Teatro Recreio, em respeito ao artista (até onde eu sei e vi). Hoje...a coisa é bem diferente! Os artistas, em Rio Branco, voltaram a se apresentar em guetos, para amigos,

pois o Geist da política cultural, imprimida pelo Partido dos Trabalhadores, alimentou a perseguição e exclusão de opositores do espaço público da cultura, emparedando artistas que entram mudos e saem calados, não importa o que aconteça. Tudo muito sutil...porém sistemático.

 

Olhem essas fotos do espetáculo. Os irmãos Beko e Leo trouxeram uma MPB que se ouvia pouco nos bares em Rio Branco. No Casarão, predominava a reprodução das canções de Jorge Benjor e Raul Seixas, entremeadas das composições dos Alquimistas e Grupo Capu. Apesar do bairrismo dos músicos locais, foram bem acolhidos pelo público das noites riobranquenses. Beko, atualmente na ativa em Campo Grande-MS, encantava a todos com sua voz rouca, simpatia e maneira especial de tocar MPB na sua guitarra elétrica. Leo, não menos talentoso, nos fazia flutuar com sua voz macia e perfeita afinação, com que imprimia um toque original em suas interpretações. Veja-se, por exemplo, a interpretação de "Um Blues pra você", composição minha e de Edson Alexandre, no disco "Antes do Sol", de 2015. Um primor!

 

 

 

 

 

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