Clenilson e sua dor no meio da noite...



Momento que me marcou de modo especial foi dividir o palco com Clenilson Batista, no 'Opus Alchymicum' (Teatro Recreio/1990). Ele cantou D. Quixote (minha e do Edson) com uma força tamanha, como se ali fosse o momento de entornar na cena toda a sua dor. Lembro-me bem que as pobres caixas piavam a cada grito de 'Ooh, Ooh'. Em verdade, só cantei para ajudá-lo na letra. Aliás, naquele espetáculo, quase todos erraram as letras...cantaram de primeira, do jeito que vinha. Puxado pelo vozeirão do Clenilson, eu também gritava, inflamado, pensando comigo e rindo à toa: "poooorra, que massa...!!!!". O resultado foi emocionante, entre moinhos de vento, terapia de berros e muita microfonia. O compositor e vocalista do lendário Grupo Capu é um artista com muita personalidade e deixa sua assinatura nas canções que decide compor e interpretar. Sorte do compositor que for sorteado em suas preferências! Curiosidade sobre sua leitura de D. Quixote naquela noite: daquela maneira (à la heavy metal) ele nunca mais cantou. Após aquele dia, a canção ganhou uma feitura mais lírica, e foi dessa forma que sempre foi apreciada nas noites de Rio Branco. Longa vida ao Clenilson e ao seu barranquenrol!!!


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